20 novembro 2016

O que a Internet das Coisas pode fazer pelo mercado automotivo

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Nos últimos cinco anos, a demanda dos consumidores por conectividade em todos os aspectos da vida tem crescido. De telefones inteligentes até casas inteligentes, a ideia de que cada parte da rotina do indivíduo pode ser customizada e conectada para uma experiência única rapidamente transformou Os Jetsons em realidade, graças às inúmeras tecnologias do que hoje conhecemos como Internet das Coisas.

Enquanto a IdC (Internet das Coisas) já está presente em relógios a termostatos, a indústria automotiva também adotou essa tendência como nenhuma outra. A Gartner prevê que, em 2020, mais de 250 milhões de veículos no mundo todo estarão conectados, formando uma rede de informações, dados e experiência do consumidor.

Com números como esses em mente, é importante explorar como a Internet das Coisas já está afetando a indústria automotiva e nos preparemos para as mudanças inevitáveis que irão surgir nos próximos anos.

A experiência customizada perfeita
Há tempos consumidores veem carros como uma maneira de se expressarem através dos modelos, cores e acessórios. Veículos são customizáveis por natureza, mas a tecnologia da IdC está levando isso para o próximo nível.

A ideia não é nova. Lembre-se da popularidade dos GPS’s embutidos no começo dos anos 2000. De uma hora para a outra, os motoristas não precisavam mais olhar um mapa para saber como chegar aos seus destinos. Eles tinham um serviço personalizado lhes dando direções específicas e customizadas em tempo real.

Então, surgiu a capacidade de se conectar smartphones ao carro, criando uma experiência mais integrada. Consumidores escutando um podcast enquanto tomavam café poderiam sair de casa, entrar no carro, apertar um botão no celular e continuar ouvindo ao mesmo conteúdo. Dirigir não é mais uma atividade isolada, mas uma conectada com todos os outros aspectos da vida do motorista.

Os serviços de IdC também oferecem muitas oportunidades práticas, como a habilidade de constantemente monitorar a saúde do veículo e alertar o motorista de qualquer problema ou oferecer opções para solucioná-lo. Esse tipo de conectividade está, aos poucos, se tornando uma expectativa ao invés de um bônus e serão cada vez mais exigidos pelos consumidores ávidos por tecnologia.

Algumas marcas, como a Tesla, já demonstraram a possibilidade de realizar upgrades no sistema do carro por meio de tecnologia, eliminando a necessidade de ficar mais tempo numa concessionária.

A nova commodity
Com a integração dos serviços da Internet das Coisas, veículos se tornaram “commoditizados” de uma maneira que parecia impossível há 20 anos. Isso leva a uma nova questão para os profissionais de marketing automotivo: como eles podem manter o controle sobre os dados dos consumidores quando os fornecedores de software estão cada vez mais ocupando esse espaço?

A resposta está na colaboração. Ao invés de manter as cartas coladas no peito, as empresas automotivas deveriam pensar em como trabalhar juntamente com os novos desenvolvedores de softwares do mercado para maximizar a quantidade e valor dos dados que são coletados.

Os limites de quem detém os dados irão se tornar mais turvos a medida que o tempo passa, então, estabelecer metodologias já pensando no futuro, tanto dentro da empresa quanto com potenciais parceiros, é a chave.

A verdade é simples
A verdade por trás da integração cada vez maior entre os serviços de Internet das Coisas e automóveis é que mais informação é sempre melhor na busca por aperfeiçoar os serviços e atrair mais consumidores. Apesar de carros auto dirigíveis ainda não estarem de fato nas ruas, a tecnologia da IdC já está em todo lugar. O único movimento errado é ignorá-la.

Publicado originalmente no GoAd

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